A Apple divulgou na tarde desta quarta-feira (4) uma atualização para o iOS, sistema operacional para dispositivos móveis, que altera a maneira como o iPhone e o iPad 3G armazenam a localização do aparelho. Com a versão 4.3.3 do sistema, o aparelho deixa de guardar a localização de usuários que desabilitarem a função no aparelho.
A empresa anunciou no final de abril que consertaria a falha por meio de uma atualização de software, depois que o rastreamento de iPhones gerou polêmica ao ser denunciado por dois pesquisadores americanos. Eles demonstraram que os aparelhos sincronizavam um arquivo com a localização do usuário toda vez que era conectado ao iTunes.
A crítica dos pesquisadores caia sobre o arquivo armazenado, chamado consolidated.db, que poderia ser facilmente acessado por qualquer pessoa, já que dispensava criptografia. Ao dispor os dados em um mapa, seria possível encontrar todo o trajeto realizado pelo usuário. O arquivo, de acordo com eles, armazenava dados de localização por até um ano.
Para atualizar o aparelho, o usuário deve sincronizá-lo com o software iTunes instalado em seu computador. De acordo com a Apple, além de permitir que a função seja desabilitada, a atualização faz com que o tamanho do arquivo de localização gerado pelo aparelho seja menor e também impede que ele seja sincronizado com o iTunes, mas transmitido a partir do próprio dispositivo.
O Google também enfrenta problemas depois que desenvolvedores divulgaram que o Android, sistema operacional para smartphones, também armazena as informações sobre a localização dos usuários. A empresa, inclusive, enfrenta o primeiro processo judicial nos EUA, em que duas moradoras de Detroit (EUA) solicitam que a empresa pague uma indenização de US$ 50 milhões pelos danos causados.
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