sábado, 26 de março de 2011

Android 3.0 não está pronto para chegar a smartphones, afirma Google


Usuários satisfeitos com a versão, feita para tablets, querem usá-la em outros dispositivos, como celulares; gigante pede mais tempo.

A Google não irá liberar o código fonte do Honeycomb, a versão para tablets do Android, até que o software esteja pronto para funcionar também em smartphones. A revelação foi feita pela própria empresa, na última quinta-feira (25/3).
“O Android 3.0, Honeycomb, foi desenvolvido do zero, de modo que se adaptasse perfeitamente a aparelhos de tela maior. Embora estejamos satisfeitos em oferecer novos recursos nos tablets da plataforma, precisamos trabalhar mais para que eles rodem numa variedade maior de dispositivos, como celulares”, afirmou a empresa, em comunicado.
O código fonte do SO será publicado “tão logo esteja pronto”, diz a companhia. Ela, porém, não fez previsões de quando isso ocorrerá.
O Honeycomb foi criado devido ao desejo de fabricantes de tablets de equipá-los com um modelo do Android construído especialmente para este tipo de aparelho. No entanto, agora que o público começou atestá-lo, defensores do open source e usuários desmartphones também querem ter acesso a ele. Muitos já começaram a culpar a Google pelo atraso.
“Enquanto grandes companhias já têm o sistema à sua disposição, as pequenas e mesmo os desenvolvedores terão de esperar alguns meses antes de tê-lo em mãos. Com certeza, isso não deixará a comunidade open source nada feliz”, escreveu Gourav Shukla, no blog AndroidOS.
O provável sucesso do sistema da Google fará da empresa uma importante competidora no mercado de tablets, mas sua parceria com grandes fabricantes a obriga a ouvi-los antes de agir, em vez de ir na direção que achar melhor.
Ainda assim, o instituto de pesquisa Ovum avalia que o Android, em alguns anos, será o SO mais populardo mundo, “superando, dramaticamente, as vendas do iOS, da Apple”.
“O sucesso da plataforma é baseado no número de fabricantes que a utilizam, tanto para dispositivos mais caros quanto nos mais baratos”, afirmou Adam Leach, analista do instituo.

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